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NOVA CHAMADA | e-COM

Até o dia 1º de julho de 2017, a revista e-Com (www.unibh.br/revistas/ecom) recebe artigos, resenhas, tradução e entrevistas para sua próxima edição (v. 10/nº 1/2017).

 

O dossiê do próximo número terá, como editoras convidadas, as pesquisadoras Vanessa Fagundes (Fapemig) e Verônica Soares (UFMG).

DOSSIÊ 

 “DIVULGAÇÃO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO: CONCEITOS E DESAFIOS”

 

Propostas de divulgação científica se entrelaçam, ao longo dos tempos, à problematização de questões ligadas à busca e à construção dos saberes. Do século XV à atualidade, inúmeras iniciativas para “desnudamento” dos enigmas da vida destinam-se e/ou estão sujeitos – de modos os mais diversos – aos mecanismos de publicização. Ao abordar os efeitos da ciência sobre as atitudes da humanidade, Reis (1968) destaca que, finda a Idade Média, a ânsia humana por investigar – e narrar – o mundo (da vida, das coisas e dos seres) seria responsável pelo desenvolvimento das práticas e dos princípios científicos. Em outros temos, a exposição de tudo o que, até então, parecia “oculto” configura-se como fundamental ao desabrochar da “revolução científica” e dos movimentos humanistas que, a partir do século XV, redefinem “o homem como centro de todas as coisas”.

De modo a exemplificar tal profícua aproximação entre espírito científico e estratégias para divulgação de descobertas e resultados, ressaltem-se as figuras de Leonardo da Vinci (1452-1518) e Andreas Vesalius (1514-1564), senhores das artes e das ciências, que, já no período seiscentista, dissecaram o corpo humano – antes sacralizado – como forma de melhor compreender as estruturas anatômica e fisiológica dos indivíduos (REIS, 1968). Como fruto de tal criteriosa dissecação de cadáveres, nascem os primeiros tratados de Anatomia e Fisiologia, obras nas quais as imagens – e as narrativas analíticas – seriam responsáveis por redefinir a relação entre o homem e seu próprio corpo.

Apesar dos mais de quatro séculos a separar as experiências de Da Vinci e Vesalius das imagens coletadas e retransmitidas aos indivíduos, por exemplo, com o auxílio da sonda Voyager I ou de minirrobôs submarinos, é possível afirmar que, em todos estes casos, a divulgação dos resultados acabou por estimular a sociedade a substituir – ou negar – “pequenas verdades” absolutas, muitas das quais cristalizadas pelas tradições (REIS, 1968). Neste sentido, há que se ressaltar Bronowski (1986), para quem a maneira científica de pensar transforma-se numa espécie de “disciplina unificadora”, por representar as tentativas de o homem ver e compreender o mundo como um todo.

Tais considerações servem, aqui, para destacar o quão fértil pode se revelar o debate em torno do tema proposto para o dossiê desta edição da revista e-Com (www.unibh.br/revistas/ecom) – publicação do Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH). Ao tomar como referência os indivíduos que, hoje, consomem milhões de informações inéditas, o que dizer da construção de sentidos acerca do fato científico?

De modo mais específico, frente à cotidiana avalanche de cenas e narrativas a desnudar, e tornar públicas, dimensões até então sem reconhecimento social – pois que ocultas e/ou desconhecidas –, há espaço para a reflexão em torno da veracidade da informação científica? Por fim, e de modo ainda mais específico, qual o papel atualmente exercido pelas narrativas jornalísticas – oferecidas em plataformas as mais diversas – no que diz tange à difusão pública dos valores, práticas e dilemas da ciência?

 

Maurício Guilherme Silva Jr.

Editor-chefe da revista e-Com


[ecom@unibh.br / www.unibh.br/revistas/ecom]

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b) Resumo de até 10 linhas, em português;

c) Palavras-chave;

d) Nome do autor;

e) Em nota de rodapé, deve constar a titulação e a instituição da maior titulação do(s) autor(es), programa(s)/instituição(ões) ao(s)/à(s) qual(is) está(ão) vinculado(s) e e-mail.

f)  Pede-se, ainda, um abstract, em inglês, de até 10 linhas, para fins de indexação.

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ISSN: 1983-0890 | Qualis B5